Pão no Bafo é o prato palmeirense no livro de receitas “Sabores dos Campos Gerais”

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Notícia publicada segunda-feira 23 julho 2018

Pão no Bafo é o prato palmeirense no livro de receitas “Sabores dos Campos Gerais”

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O Pão no Bafo, prato típico e tombado como bem imaterial de Palmeira, representou o município na cerimônia de lançamento do livro de receitas “Sabores dos Campos Gerais”, produzido pela Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), na sexta-feira (20) em Carambeí. O prato palmeirense está incluso no livro, ao lado de receitas tradicionais de outros 18 municípios da região. O prefeito Edir Havrechaki foi o responsável por apresentar o prato durante a cerimônia para os demais representantes dos municípios membros da AMCG. Cada cidade teve a oportunidade de apresentar individualmente suas tradicionais receitas para compor uma mesa com os 19 pratos apresentados no livro, que posteriormente foram servidos para cerca de 200 pessoas que prestigiaram o evento. Alguns municípios optaram por exibir pratos típicos, enquanto outros apresentaram a gastronomia que representa a cultura da cidade e estão presentes no dia a dia do seu povo. Além do Pão no Bafo de Palmeira, também foram apresentados o Lombo de Festa (Arapoti), Torta Holandesa (Carambeí), Virado Tropeiro (Castro), Porco na Lata (Curiúva), Mingau de milho vede com frango caipira (Imbaú), Carneiro no sal fino (Ipiranga), Pierogi (Ivaí), Quirerada com carne de porco (Jaguariaíva), Costelinha de porco no mel (Ortigueira), Cabriúva (Piraí do Sul), Alcatra no Espeto (Ponta Grossa), Carne no disco com maçã (Porto Amazonas), Tomate Recheado (Reserva), Virado de Feijão com Torresmo (São João do Triunfo), Arroz com frango (Sengés), Entrevero de Pinhão (Telêmaco Borba), Carne no Tacho do Guartelá com Paçoca de Carne (Tibagi) e Virado com frango caipira e café (Ventania).

Prato

Para Havrechaki, a apresentação do Pão no Bafo entre as receitas tradicionais da região reforça a identidade cultural de Palmeira.  “Este prato marcou e marca a vida de muitos palmeirenses. O trabalho que estamos fazendo com o Pão no Bafo em Palmeira, incluindo o seu tombamento, é um modo de valorizá-lo e protegê-lo”, destacou. Para o presidente da AMCG Cultura e Secretário de Cultura, Patrimônio Histórico, Turismo e Relações Públicas de Palmeira, Waldir Joanassi Filho, a junção de receitas tradicionais de cada município em um livro, incentiva o turismo gastronômico e fortalece a cultura dos Campos Gerais. “Milhares de pessoas irão ver as receitas dos municípios e se interessar em experimentar. Deste modo alavancamos o turismo em nossa região e apresentamos nossa história aos turistas, remetendo-os às nossas origens”, disse.

Joanassi também reforçou o trabalho intenso realizado por Palmeira junto aos restaurantes para fortalecer o tradicional prato. “Hoje o visitante pode comer o Pão no Bafo, nosso patrimônio imaterial, em qualquer dia da semana. Para isso basta consultar o site da Prefeitura e ver qual restaurante estará servindo o prato no dia que realizar a visita”, relatou o secretário.

Pão no Bafo

O prato apresentado por Palmeira para o livro de receitas “Sabores dos Campos Gerais” foi o Pão no Bafo. Também conhecido como “pão de russo”, caiu no gosto da população, tanto da zona urbana, como rural, tornando-se o prato típico de Palmeira, sendo um dos mais conhecidos regionalmente. O Pão no Bafo é apreciado por inúmeras pessoas e considerado sucesso na gastronomia local, tendo em vista que são vários os restaurantes que o servem com pontualidade.

Sua introdução na culinária palmeirense aconteceu através da chegada dos imigrantes “Alemães do Volga”, no ano de 1878. Logo, todas as outras etnias, tanto as que habitavam em Palmeira, como aquelas que vieram depois, como os poloneses, os italianos, os ucranianos, entre outros, foram inserindo no cardápio de seu dia a dia o Pão no Bafo. Carne de porco repolho, couve e a massa de pão cozida no vapor, são os três ingredientes básicos de uma das mais tradicionais receitas da culinária palmeirense.

A arte Culinária, ao longo do tempo, proporcionou que cada família, ou cada etnia, acrescentasse um toque especial na sua construção, no entanto sem perder a sua base, dando denominações variadas de acordo com o idioma de cada uma delas. O que se manteve inalterado é o modo de preparo, que consiste na fritura da carne de porco, o repolho ou couve picados e as bolinhas de pão semi crescidas, tapadas em uma panela, com cozimento médio de 50 minutos em fogo brando.

Fotos: Daymon Grocheviski/Prefeitura de Palmeira