Agrícola

Notícia publicada sexta-feira 09 setembro 2016

Paraná aposta em frutas e leite para diversificar produção rural

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O Paraná aposta na consolidação da diversificação da produção na pequena e média propriedade. Como resultado desse trabalho, que envolve pesquisa agronômica, assistência técnica no campo, capacitação de técnicos e produtores, parceria pública e privada e coordenação de políticas públicas, a fruticultura e produção de leite se destacam em um cenário predominantemente de grãos e despontam como setores importantes na geração de renda nas propriedades rurais.
Segundo o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o Paraná trabalha em opções de ganhos sustentáveis aos agricultores, com o desenvolvimento de programas como fruticultura na região Noroeste e, recentemente, com a produção de abacaxi e maracujá. E investe em parcerias com a iniciativa privada para intensificar o treinamento dos produtores de leite, para eles aumentarem a eficiência na pequena e média propriedade rural.
Laranja

A produção de frutas no Estado ocupa uma área de 62.700 hectares, que proporciona um volume de 1,7 milhão de toneladas por ano e movimenta R$ 1,4 bilhão em faturamento bruto pago diretamente aos produtores.
A laranja é a principal fruta cultivada no Paraná, respondendo por 54% da produção total do setor, e corresponde a uma movimentação de R$ 315 milhões anuais, brutos.
Leite
O leite também ganha espaço. O Paraná obteve 4,7 bilhões de litros no ano passado e quase encostou no Rio Grande do Sul, segundo estado que mais produz leite no País. O primeiro produtor é Minas Gerais.
A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e as empresas vinculadas Emater e Iapar concentram esforços no desenvolvimento de programas de fomento, como Leite Sudoeste, Leite Arenito e no Norte Pioneiro, para formação de polos de produção nessas regiões. Apesar disso, a região campeã em qualidade do leite continua sendo a dos Campos Gerais.
O Paraná é um dos integrantes da Aliança Láctea, formada há dois anos com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os três estados possuem características semelhantes de produção e buscam a formação de um pólo diferenciado de leite no Brasil, com volume e qualidade, visando à exportação.