Paraná estuda criação de política pública para florestas plantadas

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Notícia publicada domingo 20 novembro 2016

Paraná estuda criação de política pública para florestas plantadas

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O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, vai propor à Assembleia Legislativa projeto de lei referente à implantação de uma política pública para florestas plantadas, setor que tem grande importância e potencial de expansão no Estado.

A previsão é que num futuro próximo o setor de florestas plantadas vai agregar algo em torno de 600 mil hectares à base florestal já existente, que hoje está ao redor de 1,2 milhão de hectares. Para organizar essa expansão estão em discussão, com o Legislativo, as estratégias que devem ser adotadas no Estado.
Entre elas está à introdução do componente florestal nos sistemas produtivos tradicionais e ainda a recuperação de áreas degradadas com florestas plantadas e sistemas silvipastoris. Outra estratégia será intensificar a adoção de técnicas de desenvolvimento rural sustentável como a integração lavoura-pecuária-floresta ou sistemas agrossilvipastoris nas cadeias produtivas de grãos, leite, carnes e frutas.
Resultado
Foi apresentado ao secretário o resultado de um trabalho iniciado em maio deste ano por solicitação do deputado Claudio Palozi, que contou com a participação de 30 entidades públicas e privadas ligadas ao setor florestal do Estado, fruto de uma audiência pública convocada pelo Bloco Parlamentar. Neste trabalho consta um diagnóstico do setor florestal estadual, que aponta os gargalos e potencialidades. Segundo o engenheiro florestal da Emater, Amauri Ferreira Pinto, a produção de madeira ocupa o terceiro lugar no ranking de produtos exportados pelo Estado, ficando atrás apenas das exportações de grãos e proteína animal.
Desafio
O grande desafio será a equalização da oferta de produtos florestais madeireiros e não madeireiros à demanda crescente no Estado, tendo em vista o seu papel estratégico próprio dentro do contexto econômico e social, como também nas demais cadeias produtivas como a de grãos e aves, onde a madeira ainda é a principal fonte energética na produção e beneficiamento.
O mesmo projeto de lei deverá, ainda, ajustar a lei florestal do Estado, que é de 1995, e hoje está sob uma nova realidade.