Prefeito prevê dificuldades financeiras em 2016, mas anuncia novos investimentos em infraestrutura

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Notícia publicada quarta-feira 20 janeiro 2016

Prefeito prevê dificuldades financeiras em 2016, mas anuncia novos investimentos em infraestrutura

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O último ano da administração do prefeito Edir Havrechaki (PSC) deve ser marcado pelas dificuldades financeiras, com agravamento da redução dos repasses governamentais e, consequentemente, da receita total da Prefeitura de Palmeira, segundo previsão do próprio prefeito. Porém, devem acontecer novos investimentos em infraestrutura urbana e em mobilidade, também de acordo com previsões do prefeito. Foi isto o que revelou quando da visita que fez à redação da Gazeta de Palmeira, no último dia 13.

De fato, a arrecadação da Prefeitura não tem chegado ao que é previsto nos orçamentos nos últimos dois anos, e o prefeito acredita que isto deve continuar acontecendo em 2016. Em 2014, previa-se R$ 102,1 milhões de receita, mas a arrecadação efetiva foi de R$ 73 milhões. No ano passado, a previsão orçamentária era de receita de R$ 98,8 milhões, porém o valor efetivamente arrecadado foi de R$ 84,1 milhões. Para este ano, o orçamento prevê receita de R$ 93,7 milhões e, para que se cumpra, a arrecadação deve ser 12% superior à registrada em 2015.

Mesmo com a possibilidade de redução da receita este ano, o prefeito mostra otimismo quando fala em investimentos previstos para acontecer ainda em 2016. Com recursos do governo federal, em grande parte fruto de emendas parlamentares, Havrechaki elenca uma série de obras de pavimentação e urbanismo de ruas, tanto na região central como em bairros. Também cita a obra da rotatória na PR 151 para dar mais segurança na ligação entre a rua 15 de Novembro, no Centro, e a rua Nacim Bacila, no bairro da Vila Rosa.

A conclusão de obras já iniciadas continua recebendo investimentos, como é o caso do novos acesso à Vila Rosa sob o viaduto na PR 151, as novas unidades básicas de saúde e as que estão passando por reformas. O prefeito falou, ainda, sobre a liberação de recursos para a abertura da rua Cel. Ottoni Ferreira Maciel, no bairro do Jardim Christine, e a ligação desta com a rua Jesuíno Marcondes, com a abertura da rua José Rigoni. Também citou a pavimentação e urbanismo da rua Judith Sotta Malucelli, no Centro, para atender o público que vai utilizar o futuro Centro de Saúde e o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), que estão com obras e instalações em fase de conclusão.

Saneamento

Um desafio a ser vencido com urgência, entretanto, é a solução para o abastecimento de água na cidade, serviço prestado pela Sanepar, desde 2009 sem contrato de concessão, e que há anos apresenta problemas, causando transtornos para boa parte da população. A solução o prefeito vislumbra na realização de uma concorrência pública para a concessão dos serviços, não de água, mas também de coleta e tratamento esgoto e manejo de resíduos sólidos, incluindo a operação do aterro sanitário, tudo por uma única concessionária, segundo prevê o edital da concorrência que será realizada no próximo dia 25 de fevereiro.

A concessão do saneamento básico, segundo Havrechaki, é a melhor alternativa para solucionar os problemas. Ele afirma que na atual conjuntura não seria viável criar uma companhia municipal de saneamento, argumentando, entre outros problemas, dificuldades na fiscalização dos serviços prestados e ingerências políticas, como na indicação de diretores da companhia.

Eleição

A eleição municipal de outubro, quando Havrechaki deve tentar a reeleição à Prefeitura, igualmente foi assunto. O prefeito afirmou que vai tentar o segundo mandato e confirmou que o vice-prefeito Marcos Levandoski (PT) será novamente seu companheiro de chapa, silenciando especulações sobre uma possível troca do candidato a vice. “Não vou fazer nenhuma loucura para conseguir a reeleição”, afirmou ele, inclusive em relação a gastos de campanha.

Quanto aos possíveis adversários na disputa pela Prefeitura, o prefeito aparenta tranqüilidade, argumentando que tem um perfil diferente daquele dos políticos tradicionais. “Não tenho ressentimentos nem desejos de retaliações”, diz ele, confiante que o trabalho e as realizações dos últimos três anos servem como argumento para garantir votos e fazer a população acreditar que muito ainda pode ser feito para melhorar a vida dos palmeirenses.