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Governador intervém e pede suspensão do reajuste de tarifa da Copel
Após a Copel ter solicitado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em maio, o reajuste da tarifa em 32,4%, e ter recebido autorização da agência para reajustar a partir de 24 de junho em 35,05%, o governador Beto Richa determinou a suspensão do aumento na tarifa de energia na tarde de terça-feira (24). O pedido de suspensão foi aprovado pelo Conselho de Administração da Copel e encaminhado à Aneel.
O efeito suspensivo permitirá ao Governo e à Copel estudar uma proposta de um reajuste menor, para evitar o impacto do repasse integral aos consumidores. A Copel informou que vai manter as tarifas atuais até que a agência se pronuncie sobre o efeito suspensivo.
Segundo informações da Aneel, os principais itens que pesaram na conta foram os custos que a Copel teve com a compra de energia, a necessidade de contratar energia nos leilões para suplementação por meio de contratos de energia por disponibilidade e por quantidade, além da variação da tarifa de Itaipu.
De acordo com a planilha de custos enviada pela Copel à Aneel, chamada de Índice de Reajuste Tarifário Pleiteado (IRT), o aumento solicitado de 32,45% é composto por 19,1% da parcela A (encargos setoriais, custos com transmissão de energia e contratos já assinados de compra de energia que vão impactar no futuro), 11,8% de componentes financeiros formados por energia já comprada e pelo restante do reajuste de 4,94% que não foi aplicado na integralidade no ano passado.
No pleito da Copel deste ano entrou também o restante do reajuste de 2013 que o governo do Estado decidiu não aplicar. No ano passado, a Aneel autorizou um reajuste médio de 14% para a Copel, mas o governador decidiu aplicar 9,55%, na média.